Na linha Rio Verde, município de Santo Antônio do Sudoeste, a agricultora familiar Lucélia Crespão dá continuidade à tradição da família de moer milho em moinho de pedra.
Ela conta que seu pai, há 45 anos, já fazia essa prática. Recentemente, Lucélia retomou esse sonho, junto com sua família, investiram num barracão, revisaram os conhecimentos populares sobre a prática de preparo e adquiriram os equipamentos. Lembra que “a chegada da pedra é um símbolo desse reinicio.”
A agroindustrialização do milho é uma forma de agregar renda ao produto, mas a agricultora afirma que “o moinho é muito mais que um negócio, é um propósito, é uma razão de vida, é a família envolvida.” O envolvimento está presente em todo o processo: no cultivo do milho, na colheita, na armazenagem, na moagem, na embalagem e na comercialização da farinha.
Outro passo importante a ser dado pela família Crespão, é a moagem de milho não transgênico. Isso será possível já nesta próxima safra, pois Lucélia é uma das beneficiárias do Projeto Da Terra à Mesa e sua lavoura está em processo de transição, com cultivo de milho convencional.
O agente de desenvolvimento, @pcnascimentto tem acompanhado esse processo de transição, desde a análise do solo, semeadura do mix de cobertura, o plantio e desenvolvimento do milho. Nascimento afirma que é uma satisfação contribuir nesse sonho da família Crespão e Machado.